Gilberto Gil se viu em uma situação de constrangimento e agressividade na última quinta-feira (24) em Lusail, no Catar. O músico de 80 anos foi ao estádio local para assistir à estreia do Brasil contra a Sérvia, na Copa do Mundo, que terminou em vitória por 2 a 0 para a seleção canarinho.
Porém, o clima não foi nada festivo. Quando se encaminhava para ocupar seu assento, Gil e sua esposa Flora foram reconhecidos por um grupo de torcedores e apoiadores do atual presidente da república, Jair Bolsonaro. Ministro da cultura no governo Lula entre os anos de 2003 e 2008 e integrante do grupo de transição do futuro presidente, o cantor começou a ser assediado.
Em tom de raiva, o grupo começou a gritar o nome do ainda mandatário, além de citar a Lei Rouanet, lei de incentivo a produções artísticas em vigor no país desde 1991 que prevê isenção de impostos para quem investe no setor cultural.
A ação repercutiu após ser publicada no Twitter do deputado federal André Janones. Logo a seguir, anônimos e famosos prestaram solidariedade ao músico. Veja o registro a seguir.
Várias mobilizações passaram a ser feitas nas redes sociais para descobrir as identidades dos agressores. Alguns já foram reconhecidos.
Gilberto Gil se manifesta
Em vídeo nas redes sociais (transcrição via Uol), Gilberto Gil agradeceu pelo apoio recebido após o vídeo circular na internet. O artista também criticou o que chamou de “terceiro turno”, com “inconformados querendo manter essa coisa do ódio”.
“Nossos agradecimentos, meus, da Flora, por essa solidariedade, essa corrente solidária, diante dessa agressão, essa coisa estúpida. É o terceiro turno na verdade, né, os inconformados querendo manter essa coisa do ódio, da agressividade, e amanhã Brasil de novo.
De novo nossos agradecimentos, meus e da Flora, a todos vocês que se fizeram solidários conosco nesse episódio que, na verdade, é mais um dessa sequência do ódio, que essa coisa que eles gostam de fazer. Muito obrigado a todos vocês e bom jogo para o Brasil amanhã.”
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